quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Viva a preguiça! O direito da preguiça: 10 frases sobre o direito de ser preguiçoso de Paul Lafargue!


Paul Lafargue foi uma das pessoas mais notáveis do século 20, já não obstante era sogro de Karl Marx casado com a filha do mesmo, Laura Marx.
Em 1883 lançou o trabalho “O Direito à Preguiça” que consistia numa defesa contra trabalhos forçados e de como é ruim se matar trabalhando!

Frases:

1) “Sejamos preguiçosos em tudo, exceto em amar e em beber, exceto em sermos preguiçosos.”

2)”O trabalho é a causa de toda perda intelectual, de toda a deformação orgânica. Comparemos o puro-sangue das cavalariças de Rothschild, servido por uma criadagem de bímanos, com a cansada besta das quintas normandas que lavra a terra, carrega o estrume, que põe no celeiro a colheita dos cereais.”

3) ”Os filósofos da antigüidade ensinavam o desprezo pelo trabalho, essa degradação do homem livre; os poetas cantavam a preguiça, esse presente dos Deuses.”

4) ”Jeová, o deus barbudo e antipático, deu aos seus adoradores o exemplo supremo da preguiça ideal; depois de seis dias de trabalho, repousou para a eternidade.”

5) ”O provérbio espanhol diz: descansar es salud (Descansar é saúde).”

6) “A nossa época é, dizem, o século do trabalho; de fato, é o século da dor, da miséria e da corrupção.”

7) “Introduzam o trabalho de fábrica, e adeus alegria, saúde, liberdade; adeus a tudo o que fez a vida bela e digna de ser vivida.”

8) ”Que se proclamem os Direitos da Preguiça, milhares de vezes mais nobres e sagrados do que os tísicos Direitos do Homem; que as pessoas se obrigue a trabalhar apenas três horas por dia, a mandriar e a andar na folia o resto do dia e da noite”

9) “O trabalho desenfreado é o mais terrível flagelo que já atacou a humanidade.”

10) “A paixão cega, perversa e homicida do trabalho transforma a máquina libertadora em instrumento de sujeição dos homens livres: a sua produtividade empobrece-os.”

Paul Lafargue suicidou-se com Laura Marx, no dia 26 de novembro de 1911, deixando num papel a seguinte explicação: 

"Estando são de corpo e espírito, deixo a vida antes que a velhice imperdoável me arrebate, um após outro, os prazeres e as alegrias da existência e que me despoje também das forças físicas e intelectuais; antes que paralise a minha energia, que quebre a minha vontade e que me converta numa carga para mim e para os demais. Há anos que prometi a mim mesmo não ultrapassar os setenta; por isso, escolho este momento para me despedir da vida, preparando para a execução da minha decisão uma injeção hipodérmica com ácido cianídrico. Morro com a alegria suprema de ter a certeza que, num futuro próximo, triunfará a causa pela qual lutei, durante 45 anos. Viva o comunismo! Viva o socialismo internacional!".


Isso me lembra a história de Dickens, A Christmas Carol, em que devemos viver o hoje e não nos apegarmos à bens materiais, pois eles nós não levamos. A felicidade está em nos darmos bem com as pessoas, termos amizades e amor! Eis talvez a história mais contra o capitalismo de todas! A Christmas Carol!