quinta-feira, 10 de março de 2016

O patriarcado não é uma loucura criada pelas feministas! Ele é errôneo cientificamente e antiético!

Os quatro reis são as figuras humanas mais importantes no baralho espanhol, assim como nas cartas o homem detém o poder máximo na cultura humana.

Na imagem: Os quatro reis do baralho de bisca desenhado por Heraclio Fournier.


Na genética existe uma coisa chamada haplogrupos que nada mais são do que pequenos pedaços que fazem parte do cromossoma que faz parte do DNA.
Acontece que existem dois grupos de haplogrupos: o haplogrupo do cromossoma Y que é da linhagem masculina herdado de pai pra filho e o haplogrupo mt (mitocondrial) que é herdado de mãe para filha. Os meninos herdam o haplogrupo Y, já as meninas o haplogrupos mt.

Tá mas o que que isso tem a ver, porra?

Vivemos numa sociedade em que só se herda o sobrenome masculino e geneticamente as meninas não herdam o haplogrupos Y!


Tá, e o que tu sugeres?

Deveríamos viver numa sociedade em que as meninas herdariam por último o sobrenome materno ao invés do paterno, assim teríamos uma igualdade de sobrenomes. Os meninos herdariam normalmente o sobrenome paterno sempre por último.

Exemplo:

Pedro e Joana são filhos de João Pinheiro da Silva e de Maria Oliveira Ribeiro.

Então Pedro será chamado Pedro Ribeiro da Silva e Joana será Joana da Silva Ribeiro.

Ou seja: Joana levará o sobrenome das mulheres de sua família e passará ele para suas filhas e Pedro levará o sobrenome de seus ancestrais homens e passará para seus filhos.


Mas não vai dar confusão isso?

Sim, pode dar confusão; mas será ético e correto cientificamente e acabará de vez com o machismo dos sobrenomes, onde ambos irmãos de sexos diferentes herdam sempre o sobrenome masculino. Outra problemática está na mulher aderir o sobrenome do marido, ela nem sequer tem genética do marido e o conceito ético (justiça) nem existe nesse caso, já que a mulher não é propriedade do marido, mas apenas sua esposa.


O patriarcado e os sobrenomes

A história de só se herdar o sobrenome masculino surgiu da ideia de que o homem era superior a mulher e líder familiar, assim sempre as crianças herdariam o nome de seus ancestrais homens, já que a mulher era uma figura inferior no sistema de castas.

O machismo ainda predomina e sua origem está ligada a linhagem mamífera e se intensificou durante a época do homem das cavernas (onde era o homem que caçava e alimentava sua família, enquanto a mulher cuidava de seus filhos na caverna).


O conceito de sobrenome também está errado!

Já se perguntou como surgiram os sobrenomes? Os sobrenomes deveriam dizer a respeito sobre nossas raízes genéticas, mas na época em que foram criados (durante e depois da Idade Média) não havia o conhecimento genético e nem se dava atenção a isso. Em vez disso se dava atenção ao tipo de casta, família ou lugar que a pessoa tinha.

Então se havia um povo que vivia perto dum rio: todo aquele povo seria chamado de Ribeiro, se tinha um povo que vivia numa floresta então estes seriam chamados de Silva (selva, floresta em latim), se tinha um povo que cultivava de forma um tanto independente oliveiras (algo muito comum em Portugal o cultivo de oliveiras) então estes chamados de Oliveira.

Já se houvesse um povo que trabalhava para um senhorio feudal que cultivava oliveiras então esse povo seria chamado De Oliveiras. Notou o D em maiúsculo? Existe uma diferente em De Oliveiras e Oliveira.

Já no sobrenome Silva e Da Silva o problema é na escrita apenas, pois ambos remetem a ideia de alguém que veio da floresta, contudo Da Silva poderia dar a ideia de que esse povo era de lenhadores e Silva apenas camponeses que vivem de forma autônoma; mas é incerto dizer.

Os sobrenomes têm várias origens: ou falam do lugar onde o ancestral da pessoa veio (De Ávila, por exemplo, que remete a cidade espanhola de Ávila), ou do que ele fazia (profissão, por exemplo: o sobrenome Ferreira já diz que a profissão do ancestral era ferreiro) ou para qual senhorio feudal ele trabalhava (De Oliveira por exemplo).


Sobrenomes anglo-saxões já são um pouco diferentes:

Na cultura anglo-saxã já temos sobrenomes que falam das características físicas (genéticas) como White (pessoa clara), Black (pessoa de cabelos pretos, pessoas negras ainda não tinham sobrenome), Green (que pode remeter a pessoas de olhos verdes), Tallman (homem alto) e por aí vai.


O sobrenome e o patriarcado

Seja como for, quem parecia ser digno do sobrenome eram os homens; já que as mulheres ficavam no serviço doméstico, cuidando dos filhos, arrumando a casa, lavando a roupa, tirando leite da vaca, fazendo queijo, fazendo comida e cuidando do lar. Os homens é que trabalhavam por fora, era um período pós-medieval, onde a escrita já passava para mãos de burgueses e se criava as primeiras leis escritas e de acesso público.


Existe machismo mesmo?

Embora quem tenha adquirido o sobrenome foram pais de família que trabalhavam duro para manter seu lar e por isso levaram estes sobrenomes que tiveram origem geralmente na profissão que exerciam; a mulher era quem cuidava da casa, dos filhos e tinha papel importante também, mesmo assim foi marginalizada.


Marxismo cultural?

A ideia de igualdade vai além de Karl Marx. Eis um ditado antigo: “Na morte se acaba a riqueza, a desigualdade e a arrogância; pois no final todos morrem e apodrecem”.

Antes de Karl Marx surgir havia o iluminismo e antes do iluminismo outro movimento já havia: o humanismo.

Com o humanismo acabou-se o feudalismo e surgiu a burguesia, com o humanismo a escravidão humana teria seu fim, com o humanismo seria questionado o sistema de leis e viria o iluminismo.

Não dá pra negar da importância que o movimento socialista teve ao mundo: direitos trabalhistas, na conquista dos direitos das mulheres e até mesmo aos direitos LGBTs; mas o humanismo já estava aí bem antes do socialismo.
O socialismo não é apenas cultural, ele é econômico, o que já é um problema e quando vemos o homem acaba escravo do estado.

O sistema atual capitalista que temos é uma mistura de humanismo-socialista com capitalismo, já que o capitalismo nu e cru remeteria a ideia do anarquismo que nada mais é do que um feudalismo disfarçado. Aliás, o feudalismo não morreu, ele se adaptou em burguesia e burocracia. Já o socialismo nu e cru é uma escravidão coletiva de base utópica a julgar que todos são iguais, sendo que a natureza nos mostra o contrário.


Os ovo sapiens

Não estou sendo feminista, pois o feminismo é tão tosco quanto o machismo. Acontece que temos que ver o grande papel que a mulher tem na sociedade e não ignorar. Nem preciso argumentar o quanto errôneo cientificamente e socialmente é o machismo. O homem não é superior à mulher, pois se fosse nem teríamos precisado de mães, não é?


Em meio a tanta primitividade alguns machos acham que ter duas bolas pra fora é digno de nobreza e a mãe ainda continua sendo a puta que pariu.