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terça-feira, 5 de abril de 2022

Por que os orientais tem pênis pequenos? E os africanos tem pênis grandes?


Mapas que mostram os países cujo homens possuem maiores pênis e as mulheres maiores seios.

Existe muito “disse me disse” na internet quando assuntos considerados “polêmicos” são pesquisados. A revista Superinteressante é a maior porcaria desinformadora quando o assunto é ciência, e pior: tem gente que paga pra ler tanta bobagem e falácia! Sinal que o jornalismo brasileiro está muito bem, obrigada. O número de jornalistas analfabetos funcionais ou drogados é bastante expressivo no Brasil.


Se você ler essas revistinhas de araque, a dedução que você irá tirar é que: “Que isson? O importante não é o tamanho! Mas sim como fazer!” A política do: “sinta-se bem por ser inferior” (baby, you born this way) nunca foi tão usada nesse planeta. Eu não vou entrar em detalhes aqui do motivo disso, porque o post não foi criado pra explicar quem são os donos do mundo e como eles agem.


Afinal, os orientais tem pênis pequenos pequenos ou não?

Sim, os homens orientais possuem pênis bem menores do que homens de outras raças, como caucasianos e africanos, por exemplo. A explicação do motivo deles terem pênis menores está na altura. Ué, mas a revista SuperFuleragem disse que altura não significa… Ah, vai catar coquinho! Você não leu nada do que eu escrevi acima? Pulou o texto, foi?


A explicação está não na altura dos homens orientais, mas na altura das mulheres orientais que são mais baixas que as mulheres ocidentais e africanas. Essa baixa estatura das mulheres orientais faz com que o canal vaginal delas seja menos longo, portanto menor do que as mulheres de outras raças. Assim de alguma forma, a seleção natural deu privilégio a homens com pênis menores. Homens com pênis grandes poderiam machucar seriamente as mulheres orientais e elas acabarem desenvolvendo infecção e morrendo – isso numa época que não existia a medicina que possuímos hoje!


Outra explicação é que apenas uma característica da raça! Assim como os cabelos grossos e poucos pêlos que os orientais possuem, que seria determinados graças a endogamia bastante visíveis entre os orientais do extremo Oriente (raça xin ou mongolóide). Essa endogamia é bastante vista entre os judeus também. Já os europeus são exogâmicos, ou seja: os relacionamentos sexuais também ocorrem com pessoas de raças e etnias diferentes. Há de se lembrar, por exemplo, que Japão e China se isolaram do resto do globo, enquanto os europeus estavam desbravando os mares. Até que os ingleses obrigaram os chineses a interagir com sua política mercantilista, assim como os norte-americanos obrigaram os japoneses a abrir seus portos para o comércio com os Estados Unidos.


E por que os africanos tem pênis maiores?

A resposta estaria na altura ou no isolamento geográfico que a África também se encontrava. Há de se lembrar que a diferença na forma física está atrelada a funcionalidade de determinada coisa ou ao ambiente onde se reside. Por exemplo: a pele dos africanos é negra por conta do sol muito forte que incide sobre a tropical África. Acredita-se que a raça xin (os orientais do extremo Oriente) surgiu na região de Xianjiang, daí o nome: raça xin. Nessa região o clima era muito árido e aqueles possuem olhos mais puxados e pequena estatura sobreviveram e se adaptaram melhor ao clima. Só depois a raça xin se deslocou para outros locais, mas essa imigração se deu tardiamente na história do homo sapiens, que surgiu também tardiamente em 40.000 a.C.


Os orientais são menos sexualizados que as demais raças?

Esse é um mito que surgiu na antropologia do século XX (20) que defendia que os orientais eram menos sexualizados que os africanos e ocidentais, por ser uma cultura mais disciplinada e reprimida, contudo a própria alta reprodução no extremo Oriente nos mostrou ser uma grande falácia esse pré conceito ocidental. Além de ter uma alta taxa de natalidade igual a África, as mulheres da raça xin tem seios grandes como as mulheres africanas. Já as mulheres ocidentais tem seios bem pequenos se comparadas com mulheres orientais e africanas.


A pergunta correta seria: por que as mulheres orientais e africanas tem seios maiores que as mulheres ocidentais?


Ocidente mais andrógino

As mulheres ocidentais seriam, em tese, fisiologicamente mais andróginas que as mulheres de outras raças e isso explicaria porquê o ocidente é mais bissexual que outras partes do globo. Ao ver as estátuas de mulheres gregas e romanas, você logo percebe o porquê que os romanos e os gregos tinham fama de serem bissexuais. Os celtas também eram relatados por serem muito bissexuais e darem grande importância a relação homossexual.


Mas temos que lembrar que os ocidentais não só reproduziam muito, como se espalharam por diversos continentes. Temos que lembrar que os ocidentais tomaram as Américas dos indígenas e se espalharam como ratos nesse continente. Ao passo que africanos e orientais ficaram confinados em seus respectivos continentes, daí o motivo da super população na Índia e China, por exemplo. Será que não teríamos uma Inglaterra super populosa como o Japão se os ingleses não tivessem colonizado outras partes do globo? A resposta é um redondo sim!


Os seios grandes: a resposta para os pênis pequenos

Como eu disse, em biologia: a forma fisiológica de determinado corpo se adapta devido a necessidade de sobreviver em determinado ambiente. Ou seja: seleção natural. Os seios grandes nas mulheres africanas e orientais revela o ambiente de origem onde essas mulheres residiam: um lugar mais seco ou desértico, onde as mulheres que tinham seios maiores conseguiam amamentar mais seus filhos, pois era um ambiente difícil para uma criança se alimentar. Em lugares onde a agricultura se desenvolveu rapidamente, os seios grandes não tinham uma necessidade biológica mais e só continuou devido a seleção sexual.


Outra coisa importante a cerca da aparência é a seleção sexual. Nem todas as características físicas que possuímos são úteis, mas apenas visualmente bonitas. O exemplo mais notável são os olhos azuis que do ponto de vista fisiológico é inútil, pois o olho azul tem uma quantia mínima de melanina, essa responsável por impedir problemas visuais de várias ordens, uma vez que o sol é o grande responsável por doenças dos órgãos externos (pele e olhos).


Assim temos três teorias que explicam essa diferenciação sexual, entre indivíduos do mesmo sexo:


1. Seleção natural – há uma função no tamanho do pênis e dos seios, ou na altura humana, por exemplo.


2. Endogamia – o traço se tornou comum, porque indivíduos com as mesmas características físicas reproduziam entre si (isso vale para os olhos azuis também!).


3. Seleção sexual – quando determinada forma é bonita visualmente, mas não tem função alguma, e pior: mais atrapalha do que ajuda.


Há de se lembrar que os humanos não possuem mais pêlos como seus ancestrais possuíam e assim desenvolveu roupas para se adaptar aos diferentes climas. O ocidental de raça nórdica desenvolveu protetor solar e óculos escuros para proteger sua pele clara e seus olhos azuis da radiação solar extremamente prejudicial a quem possui menos melanina nos tecidos – caso dos loiros, ruivos e albinos.


Não existe mais funcionalidade para os pêlos e nem para os cabelos, contudo criou-se a concepção de que homens peludos são mais atraentes, assim como mulheres de cabelos compridos – óbvio que não é a regra e a mudança desse padrão determinará se os humanos das próximas gerações continuarão peludos ou serão sem pêlos. Outra é que um número significativo de mulheres tem casado com homens carecas e menos peludos, e pelo andar da carruagem o futuro é uma humanidade é sem pêlos e sem cabelos!


H.G. Wells foi além e também previu que o cérebro dos humanos também ficaria maior no artigo: O Homem Daqui Um Milhão de Anos.


Do mesmo modo que o homem opta por comer alimentos que fazem mal pra saúde, da mesma forma certos traços sem utilidade física são preservados. O carnaval está aí para comprovar que o ser humano é um ser altamente visual como os pavões. Contudo existe uma diferença de inteligência entre aquele que opta pela aparência e aquele que opta pela funcionalidade, daí conseguimos descobrir um dos maiores enigmas da humanidade: o porquê que pessoas bonitas são mais burras. Nessa cultura do “sinta-se bem por ser inferior”, é melhor se abster, senão daqui alguns dias quem falar a verdade será processado por ser grosseiro e indelicado. Tempos difíceis, onde a verdade se tornou se tabu!


segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

O Vídeo Que Mostra Fantasmas Reais - O Vídeo Mais autêntico De Fantasmas Já Capturados Em Vídeo

Vídeo filmado pelo casal Delia e Tom Underwood.

Em 2001, o casal Delia e Tom Underwood filmaram na floresta de Gettysburg (Pensilvânia, Estados Unidos) o que seriam supostos fantasmas em forma de nuvens. A floresta onde foi filmado o vídeo é conhecida por ser mal assombrada, nela ocorreram batalhas sangrentas durante a Guerra Civil Americana – só em 3 dias morreram nesse local 8 mil soldados em 1863. O local em que o vídeo foi filmado se chama Campo Triangular (Triangler Field).


A autenticidade do vídeo foi questionada no programa MonsterQuest (episódio: Fantasmas), do canal History Channel, por Michael Goldsworthy, um ex investigador forense. Contudo a explicação que esse investigador deu ainda pareceu muito vaga, sobretudo porque Michael Goldsworthy estava trabalhando para a Ocean Systems e anunciando a eficácia do programa dTective (clique aqui para ver os dados dele na Ocean Systems). Então anunciar que o programa que ele estava vendendo era bom, até para videos de fantasmas fraudulentos, era assim um excelente anúncio para a empresa.


Não à toa o programa MonsterQuest parece ser pouco investigativo e com peritos totalmente confusos. Como no mesmo episódio em que um perito não conseguiu comprovar que era um inseto e não um fantasma captado no posto de gasolina. O que o parecia ser de fato um inseto ficou como sendo um fantasma real nesse episódio, ao passo que o video dos fantasmas na floresta de Gettysburg ficou como sendo falso. E você pensa que o jornalismo brasileiro é ruim!


Mas não estou defendendo a autenticidade do vídeo, devemos lembrar que o Fenômeno Cottingley só tende aumentar com a era do computador e da internet, contudo parece que esse vídeo é de fato real. Uma porque os fantasmas captados por cameras dificilmente tomam formas nítidas e se parecem de fato com fumaça. Na época que eu escrevi sobre o Fenômeno Cottingley eu não acreditava de maneira alguma em espíritos, até ter tido experiências de saída fora do corpo ao que vi alguns espíritos diversas vezes.


Contudo há de se lembrar que os espíritos são compostos por éter que é uma energia invisivel para os humanos – somente médiuns e sensitivos conseguem ver ou sentir energias sutis. O fenômeno do ectoplasma é real e possivelmente é o que aparece nesse vídeo, onde os espíritos no local podem ter pegado essa energia das árvores e acreditam estarem vivos por lá – na verdade eles estão mais vivos que nós, contudo confusos por conta da morte violenta. Essa energia densa e presente em seres vivos é chamada de bioenergia e é mais sutil em plantas e mais densa em animais e nos seres humanos.


Muitas pessoas tem um tipo de psiquismo (mediunidade) em que conseguem materializar espíritos em fotos e vídeos. É uma habilidade um tanto rara, mas possível. Porém, 95% dos vídeos sobre seres invisiveis e discos voadores disponíveis na internet nada mais são do que armação barata – ao que eu chamei de Fenômeno Cottingley, onde o criador da foto ou do vídeo deseja fazer uma brincadeirinha de mau gosto testando a psicologia em torno das pessoas.


Em segundo parece existir sinceridade nas palavras de Tom Underwood quando ele apareceu no programa MonterQuest (episódio: Fantasmas). Mas como já dito, materializações de espiritos no nível de ectoplasma são bem dificeis de existir e demandam muita energia do espírito para que possa aparecer – outra que para serem captadas em vídeos é mais impossível ainda, porque essas aparições nem sempre ocorrem e quando ocorrem: aparecem com muita dificuldade.


Por isso, como já dito, os fantasmas aparecerão para uma pessoa comum (que não seja médium ou sensitiva) como sendo uma fumaça ou uma fumacinha de cor branca ou preta e geralmente a pessoa não irá dispor de uma câmera para registrar o momento. E por isso as fotos e vídeos de fantasmas são considerados truques, pois tamanha coincidência dificilmente ocorre, contudo o espiritual geralmente está ligado à destino, mentalização e energias (acredite você ou não) e se o espírito tiver energia e desejar se revelar: você pode ter uma engraçada surpresa.


terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

A Era da Ilusão

Cena do filme: Jogador Nº 1 (2018, Warner Bros. Pictures). Nesse filme é retratada uma realidade podre e pobre (como visto em volta do rapaz na imagem), onde pessoas buscam sair da realidade sem solução para uma realidade onde é possível se divertir vivendo outra vida.

O cenário atual é crítico. A hipocrisia e a mentira estão aumentadas. Sobre o pretexto de “corrigir erros do passado” e sobre um falso senso de justiça vemos coisas absurdas acontecendo. É tapar o sol com a peneira literalmente!


Vemos jovens feios e excluídos da sociedade se perdendo em jogos de computador onde podem ter a aparência e serem como quiserem. A pressão da biologia, da família e da sociedade reprime esses jovens. Isso é bem relatado no filme Jogador Número 1 que mostra o que em tese será o novo universo virtual que vem por aí (e que o oportunista Mark Zuckerberg já correu, criou patentes e o chamou de metaverso).


Vemos um mundo onde pessoas vendem fotos e vídeos sexuais para velhos que não podem ter essas pessoas ao vivo e a cores, porque não são atraentes sexualmente. Além disso, “as pessoas não pensam mais, elas sentem” – como dito no filme Iron Lady que retrata a vida da conservadora e ex-primeira ministra Margaret Thatcher. “Um objeto usado por idiotas será usado para fazer idiotices” – é exatamente isso que a internet se converteu e está se convertendo: um lugar para se distrair e não para buscar o conhecimento e a lucidez.


Os arcturianos que são a espécie extraterrestre conhecida mais inteligente e digamos “superior”, tem pouca ou quase nada de tecnologia. São quase que totalmente espirituais, ao passo que é dito que os reptilianos e greys trabalharam com os norte-americanos para desenvolver essa tecnologia que hoje fazemos uso. Mas para que tecnologia se você é um espírito? Na verdade na matéria fica muito fácil enganar quem por aqui está e vender bugigangas. Se lembra o que o europeu deu para os índios, quando chegou nas américas? Bugigangas (espelhos, jóias, objetos etc…)! E o indigena inocente ficou maravilhado e muito feliz, quando na verdade o europeu estava interessado nas terras para criar postos comerciais. Nesse contexto extraterrestre a humanidade é o índigena americano (ameríndio) iludido pelo ser com tecnologia – que não atravessou um mar de água, mas sim um mar de estrelas e vácuo (éter).


Vemos jovens jogando jogos onde tem que trabalhar, mas na vida real não desejam trabalhar. Mas aí entramos noutro problema: a superpopulação, a inflação, a má distribuição de renda e a irresponsabilidade social. Vi diversas reportagens falando mal da China por ela ter retirado o aplicativo de sexo Grindr da web chinesa, justo na época em que a China luta contra novas disseminações do COVID-19. Antes do COVID-19 ninguém estava preocupado em usar preservativo e em ter um parceiro fixo, inclusive havia gays soropostivos que defendiam a contaminação total da população pelo virus HIV (um absurdo sem dúvida, uma vez que não existe vacina para esses vírus e uma pessoa que tem o vírus se torna um doente crônico, já que precisa fazer uso de medicação retroviral. Sem falar da resistência que o vírus adquire com o tempo, o que faz a indústria farmacêutica lucrar milhões com tratamento e não com a cura).


Nisso se encaixa o feitiço do glamour que povo das fadas usavam (no folclore escocês) para disfarçar sua aparência feia ou estranha para os humanos, mostrando algo lindo e maravilhoso, quando na verdade era algo feio e maligno. O desenho Dragon Ball Z usará esse conceito nos episódios 41, 42, 43 e 44 da saga Freeza – trocando as fadas por seres extraterrestres.


Exatamente isso que estamos presenciando nesse exato momento do mundo. Não há curas para doenças, há disseminação; não há comunicação espiritual, existe internet; não há conhecimento das coisas, há falsas informações… E pior de tudo: estamos entrando numa fase que a internet já começa a ser controlada. O Google já não é uma ferramenta segura de busca, tanto por conta do vazamento de dados quanto pelas falsas informações. Essas falsas informações são baseadas na “ciência” que bem sabemos é controlada pelos mesmos seres espirituais que controlam as religiões.


É triste o cenário que caminha a humanidade, onde a mentira e a ilusão estão sendo aumentadas e alguns idiotas acreditam que esse é um processo que levará à uma era de justiça e de verdade. Tomara que eu esteja errado…

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Pagar Para os Outros Fazer - Pagar Para os Outros Terem Prazer

Foto da porta de um banheiro masculino na rodoviária da cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul.


Vivemos um grande continuum sem fim nessa sociedade humana. O capitalismo criou a ilusão da terceirização. Há pessoas que chegaram no cúmulo de querer terceirizar a maternidade, a paternidade e o espiritual. Contrate uma babá para cuidar dos seus filhos enquanto você trabalha, coloque seu filho numa creche e pague um bruxo para tirar os encostos de você e para desfazer os trabalhos mágicos que seu inimigo fez contra você. Um absurdo maior que o outro!


Mas hoje vemos algo muito mais sutil e bem mais grave na internet. As pessoas pagam para verem outras pessoas jogando online ou fazendo sexo via webcam. E pensar que tudo isso começou com Hollywood! Sim, o americano médio não tinha dinheiro e nem condições de viajar, então a melhor viagem que ele fazia era só através do cinema. O ser humano transformou a literatura numa coisa fútil, sem sentido, feito apenas para entreter – quando não era esse o fundamento da literatura. Esopo com suas fábulas explica bem o que é literatura. A literatura foi criada para ensinar coisas através de histórias. A Bíblia é o livro mais popular do mundo que mais faz uso da literatura para esse fim.


Hoje a sociedade é muito diversa e colorida, mas reflete um vazio que as pessoas não sabem explicar. Pois o humano se centrou no superficial, na aparência, na imagem, na forma e na cor e se esqueceu da quinta essência, que os filósofos gregos chamavam de “espírito”. Hoje vemos jovens usando o pentagrama luciferiano (pentagrama de cabeça para baixo) sem nem sequer saber o significado. Houveram muitos avanços na sociedade humana, mas coisas diabólicas espreitam nas sombras e só tem força porque se ocultam.


Uma vez li na porta de um banheiro masculino na rodoviária da cidade de Santa Maria (no Rio Grande do Sul): “chupo pau e pago 50 reais!” Isso me deixou cabisbaixo. Onde está o amor próprio desse indivíduo? Mas o egoísmo do prazer faz justamente pessoas que pensam desse modo perderam tudo para estelionatários. Isso porque viver na matéria é fazer gambiarra… é dar um jeito… é pagar para dar prazer para alguém… numa roda eterna de sadomasoquismo que os mestres da Índia chamaram de samsara. Não há problema nenhum em andar de roda gigante, mas se você andar demais você vai ficar tonto e irá vomitar. Isso é sociedade humana: composta por pessoas tontas e doentes, incapazes de sair da roda gigante – porque acreditam que ficarem subindo e descendo é divertido… talvez por falta de opção… mas talvez porque elas desconhecem o espírito.

domingo, 6 de fevereiro de 2022

Os Rostos do Mundo – Fenótipos Por Países

Esse seria o rosto médio do paulistano metropolitano.

Mike Mike, um fotografo sul-africano, decidiu percorrer o mundo e tirar fotos dos rostos de diferentes pessoas de um determinado lugar. Depois ele usou um programa (possivelmente do site Face Research) para misturar seus rostos e descobrir o rosto padrão (fenótipo) de cada lugar que visitou. O fotógrafo conta que a ideia surgiu quando ele estava num metrô em Londres e diferente do que esperava (o típico loiro anglo-saxão de eras atrás), viu pessoas de diferentes nacionalidades na grande metrópole. E se perguntou: “como será o rosto do londrino de hoje?” Nascido na África do Sul, Mike presenciou o APARTHEID e até a entrevista (em meados de 2011) ele residia na Turquia – esses dois países são conhecidos por uma grande diversidade fenotípica (de forma, cor e comportamento).


O resultado desse trabalho foi colocado no site FACES OF TOMORROW (Os Rostos do Amanhã) que dá uma conotação de mistura racial, já que a tendência é que nos grandes centros urbanos ocorram uma intensa miscigenação. O site não está mais no ar e pouco se sabe sobre esse fotografo, mas muitas fotos existem na internet desse projeto.


Mas o trabalho é interessante, pois demonstra o rosto médio das pessoas em grandes centros urbanos de diferentes países. Abaixo você pode ver as fotos que mostram o rosto médio de algumas cidades do mundo.


Site sobre fenótipos humanos segundo a antropologia antiga: http://humanphenotypes.net/


Rostos por países: https://www.youtube.com/watch?v=S0sX-tSGBoU


Fonte de pesquisa:

http://cienciayraza.blogspot.com/2015/02/the-face-of-tomorrow-el-rostro-de-manana.html



Rostos abaixo:

























quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Origem da expressão: “corram para as colinas!”

A região de Terras Altas na Escócia conservou boa parte do antigo folclore celta por ser uma região montanhosa e isolada. Imagem: Wanderlusters.

"Corram para as colinas": Essa expressão se popularizou por causa da música Run to the Hills (Corram para as Colinas) da famosa banda de rock Iron Maiden, mas o que poucos sabem é o real significado da expressão.


Significado da expressão

A frase em suma significa: “vão para um lugar seguro”. Isso porque as colinas sempre foram lugares onde as pessoas estavam a salvo de enchentes de rios, ataques de povos invasores e até do calor.


História

Quando os arianos adentraram à Europa (muito antes de Grécia e Roma existirem) como guerreiros supremos nos seus cavalos (se bem que não foi bem assim, a tese de disseminação e influência parece sobrepor a antiga tese de invasão e domínio), muitos povos se refugiaram nas colinas. Genética (genes) e culturas (memes) se conservaram por conta das colinas, serras, montes e montanhas.


Na Europa os homens dos alpes dináricos conservaram sua grandiosa estatura (estão entre os mais altos do mundo) por conta do isolamento genético. A região das Terras Altas na Escócia e da Cornualha na Inglaterra foram as duas regiões que melhor preservaram o folclore celta contra a cultura católica e anglo-saxônica por conta das montanhas e do isolamento. O Tibete na cordilheira do Himalaia conservou a religião Bon aliada ao budismo por séculos e quando os mouros invadiram a Ibéria, os asturianos resistiram porque se estabeleceram na cordilheira cantábrica – os pirineus foram um grande obstáculo para os mouros adentrarem a França e quando eles avançaram, foram derrotados na Batalha de Poitiers.


As montanhas não só protegiam contra ataques de povos invasores, como davam segurança contra enchentes de rios, já que a humanidade vivia nas planícies para se dedicar a agricultura e quando as pessoas observavam que as chuvas seriam muito intensas se dirigiam para as colinas ou montes. Com o advento das barragens, o problema agora se tornara outro: enchente sem chuva. Quando a barragem se rompia, todos sabiam: o lugar mais alto é o mais seguro!


As montanhas e os morros sempre foram sagrados para os povos antigos. Os deuses gregos habitavam o monte Olimpo, Móises se comunicou com Yeová no monte Sinai (e até hoje os evangélicos vão para montes e morros para orar e se comunicar com o Deus judaico-cristão), muitos yogues vão meditar no Himalaia e no Japão o monte Fuji também era morada dos deuses. Mas tudo isso era porque as montanhas estavam mais próximas do céu, lugar onde não só os homens buscavam proteção contra as turbulências do mundo; mas também a conexão com o espiritual.


Os povos arianos construíam kurgans (em inglês: tumulus) que serviam de túmulos para os reis e nobres. Os kurgans eram mini montanhas artificiais (feitos pelo próprio homem) a fim de proteger o túmulo e os pertences que iam junto com o morto. Desde tempos primordiais as montanhas, ou qualquer coisa que remetesse à elas, eram uma ligação entre os humanos e os deuses. O kurgan mais famoso é o Issyk Kurgan onde foi encontrado o Príncipe Dourado (Golden Man Issyk Kurgan), os kurgans eram muito presentes na cultura cita, povo ariano que habitou as estepes da Eurásia na alta antiguidade. Na imagem: Kurgan do rei Alyattes em Bin Tepe na Lídia, hoje Turquia, construído por volta de 560 a.C. É um dos maiores kurgans já construídos, com um diâmetro de 360 metros e 61 metros de altura. Fonte da imagem: Pinterest

quinta-feira, 16 de julho de 2020

A diferença entre um conto de fadas persa e um conto de fadas árabe n'As Mil e Uma Noites

Outro conto que mostra uma fada persa (Peri) é o conto Príncipe Ahmed e a Fada Peri Banu presente no livro The Blue Fairy Book de Andrew Lang. Aqui a ilustração Prince Ahmed and the Fairy Peri Banu de Edmund Dulac. Fonte da imagem: http://vintage-rama.blogspot.com/search/label/Edmond%20Dulac


Não sei se você sabe, mas As Mil e Uma Noites tiveram origem no folclore persa e não árabe. Foi um livro chamado Hezãr Afsãn (que significa As Mil Histórias) o responsável por dar o gatilho inicial na famosa coletânea de contos que mais tarde comporiam As Mil e Uma Noites – essa sim uma obra legitimamente árabe. O folclore persa e indiano foi vital para a composição da obra árabe, essa bastante pobre se comparada ao folclore indiano; pois diferente dos árabes, os indianos possuem um sistema de crenças mais flexível (por esse ser pagão) comparado com o muçulmano de herança judaica, portanto draconiano em essência.

Um dos contos que comprovam a influência do folclore persa sobre os invasores árabes (que dominaram a Pérsia em 651 d.C. quando o Califado Rashidun derrubou o Império Sassânida) é o conto persa The Peri Wife (A Esposa Peri) expresso no livro The Fairy Mythology: Illustrative of the Romance and Superstition of Various Countries do folclorista irlandês Thomas Keightley em comparação com a História de Hassan de Basra contida no livro The Book of the Thousand Nights and A Night – Volume 8 do inglês Richard Francis Burton.

Enquanto o conto persa parece ser a versão original da história e o Charles Perrault: sem final feliz e com o intuito de avisar sobre o envolvimento com seres sobrenaturais; a versão árabe tem uma grandiosa aventura, um final feliz e é a versão Irmãos Grimm da história.


Versão persa

Um filho de um comerciante do Hindustão (o nome que os árabes davam para Índia) em suas viagens encontra Peris banhando-se à noite num lago. As Peris do conto são retratadas como donzelas-cisnes, seres femininos, semelhantes a mulheres no folclore indo-europeu que se transformavam em cisnes – ao passo que alguns homens se transformavam em lobisomens.

Só que diferente dos lobisomens, as Peris do conto só se transformavam em cisnes se vestissem suas vestes emplumadas – uma espécie de capa mágica. Isso aparece no folclore celta que conta sobre as selkies nas ilhas do Norte da Escócia, onde se acreditava que certas focas eram uma espécie de fada-sereia que tiraria a pele de foca revelando uma bela donzela. O felizardo que achasse as roupas de foca da selkie poderia escondê-las e assim obrigá-la a se casar com ele – uma devaneio sem dúvida!

Sabendo que se tratavam de Peris, o jovem escondeu a roupa emplumada mágica da jovem que mais gostou numa árvore que só ele sabia e disse que ela não poderia mais se transformar em cisne e que não poderia voar mais junto com suas irmãs. A Peri assim foi obrigada a se casar com o jovem mortal. Eles se casaram, tiveram filhos e foram de uma certa forma felizes. Até que certo dia, o jovem precisou viajar, pois assim como o pai se tornou comerciante e deixou cuidando da esposa e dos filhos uma babá idosa advertindo sobre um armário em especial que guardava a roupa emplumada mágica da esposa e avisando para jamais deixar a esposa se aproximar do local.

A esposa Peri, esperta, se lamentou e chorou para a pobre velha dizendo que sentia saudades de casa e que tudo que desejava era visitar seus pais e suas irmãs e que tivesse sua veste emplumada ela poderia fazer isso, mas que jamais abandonaria seu marido e seus filhos.

A pobre velha com pena da enorme tristeza que abatia a esposa Peri, então revelou onde estava guardada sua veste e ajudou ela a abrir o armário. A esposa Peri vestiu sua veste emplumada mágica, se transformou num belo cisne e partiu sem dar satisfações para a pobre velha, abandonando para sempre o marido e os filhos. Quando o jovem comerciante voltou a babá idosa lhe contou o que acontecera e assim ele ficou louco e triste e se tornou um errante sem paz na Terra.


Versão árabe

A versão árabe dá nome ao jovem comerciante e o chama de Hassan, também muda o lugar de origem do jovem que no conto persa é a Índia, assim o jovem passa a ter origem na cidade Basra (Bagdá) que fica no Iraque e não tem nada a ver com a Índia.

O conto árabe é muito mais amplo e quase uma novela que não dá pra relatar com detalhes aqui, mas que você pode ler por esse link: A História de Hassan de Basra.

Esse conto dá prosseguimento a história persa com uma grandiosa aventura, pois a esposa-cisne também tinha levado os filhos. Então Hassan parte numa grandiosa aventura e não só resgata esposa e os filhos, mas obtém riquezas e se torna um poderoso comerciante de Bagdá. Um final feliz afinal. A história de Hassan de Basra é emocionante de fato, tem tudo que uma aventura de um filme da Sessão da Tarde teria.


Além do conto

O conto persa tem um tom simples, sinistro e sobrenatural se parecendo mais com o folclore da região entre a Pérsia e a Índia, naquela época não existia nem Afeganistão, nem Paquistão. Os árabes bem que tentaram conquistar a Índia e transformá-la em Hindustão, mas não conseguiram.

O conto também possui similaridades com a figura da Melusina que possivelmente foi trazida pelos portugueses e foi incorporada no folclore brasileiro. Onde se conta que um pobre camponês encontrou um dia uma linda donzela tomando banho num riacho. Ele sabendo que se tratava de uma fada-sereia e fascinado com sua beleza a pediu em casamento e ela aceitou com uma condição: ele jamais a maltrataria, pois se ele a maltratasse ela fugiria. Ele aceitou e assim foram viver juntos numa pequena casinha que construiu próximo ao riacho a pedido dela. Então certo dia ele chegou estressado do trabalho de peão que tinha numa fazendo e não gostando da comida da esposa a maltratou.

A esposa fada-sereia então se revoltou e pulou pela janela indo direto para o riacho que encheu de repente e invadiu a casa a destruindo com suas águas. Assim o pobre camponês não só perdeu a casa, mas também sua bela esposa, pois nenhuma fada gosta de ser maltratada.

A figura das fadas aparece no folclore celta e é similar ao folclore das ninfas contido nas crenças dos antigos gregos. Ambos celtas, gregos, persas e indianos compartilham uma mesma origem: são povos indo-europeus.

Na versão árabe a fada foi transformada em filha dos djinns que são criaturas sobrenaturais na mitologia árabe e são bastante conhecidos por conta do conto O Gênio da Garrafa e pelo conto do Aladim (presente n’As Mil e Uma Noites e que se passa na China): o gênio da lâmpada.

Esses dois contos nos revelam uma coisa que um ditado antigo já nos explicava: “quem conta um conto, aumenta um ponto”.