segunda-feira, 23 de maio de 2016

A maioria dos seres humanos não tem noção de espaço-tempo

Relógio símbolo do tempo, a maioria das pessoas não tem tempo para ler; e na escrita um grande espaço preenchido por um grande texto ocupa um grande tempo!

“Seja curto e grosso” e “Tamanho não é documento” são dois ditados populares, dentre os muitos que existem, que expressam de que o tamanho não significa nada. Darwin corrigiu que “o mundo não era dos mais fortes, mas sim dos mais bem adaptados ao meio-ambiente”!


Afinal: o que é espaço-tempo?

A noção mais popular vem de Einstein que dizia que espaço e tempo são a mesma coisa, e se não o são pelo menos estão muito interligados. Entenda como espaço-tempo: a distância de 1 km que você andando a pé (não tão rápido, não tão devagar) demoraria meia-hora para percorrer, e uma hora para ir até uma ponta a outra! O espaço é uma coisa e a demora a percorrê-lo é o que chamamos de tempo.

Enquanto tu lê esse texto, note que ele ocupa um espaço e quanto mais tu lê, mais tempo gasta! Entendeu? Isso é espaço-tempo!


Nas obras literárias

O que mais vemos são livros em sua maioria livros com muitas páginas e com conteúdo fraco, tanto livros literários quanto acadêmicos. Boa parte da justificativa do porquê de tais livros serem demasiadamente cansativos e fracos de conteúdo seja a desinformação dos autores que o publicam (caso dos acadêmicos), o amadorismo (visto na literatura) e a falta de noção do espaço-tempo (comum em boa parte dos seres humanos).

Na literatura, por exemplo, temos um livro chamado O Pequeno Príncipe de Antoine de Saint Exupéry, autor francês, na lista dos best-sellers mundiais simplesmente não só por conta da sua história, filosofia e linguagem; mas porque é mais fácil de ler do que O Planeta dos Macacos de Pierre Boulle, também francês, e que tem igual importância literária tanto por sua história (que diferente do pequeno príncipe não é fantasia, mas ficção cientifica), filosofia (a critica ao homem) e a linguagem (mais comum).

O que difere essas duas obras, desses dois autores francês, é simples: o estilo de narrativa. Enquanto Boulle usa a narrativa anglo-saxônica, que tem mais detalhes, observações e divagações; Exupéry se rende a uma narrativa mais latina, igualmente filosófica, só que mais curta e grossa.


Nas obras acadêmicas

Já no meio acadêmico é de certa forma louvável que se tenha uma narrativa ou dissertação mais comprida para acrescentar teorias, observações, descobertas cientificas e material de diversos estudiosos para ajudar na tese levantada no livro. Contudo a falta de gravuras nos livros, gráficos e tabelas tornam pior sua leitura, isso sem contar se o livro contiver poucos capítulos.

O cientista de certa forma usa o tempo para tentar provar sua tese, contudo quanto esse tempo excede e se ele não tiver o pingo de teoria literária ele perde o leitor, sobretudo o leitor comum (que não é um cientista) já no primeiro capítulo, quando não no prefácio!


Divagações, ou melhor: enchendo linguiça e andando em círculos

Não adianta o livro ter uma história ou tese boa se o autor se render ao amadorismo (em que se esquece do espaço-tempo e que o leitor muitas vezes não disfruta de tempo para lê-lo) ou do velho hábito de querer o livro ou o texto para dar o ar de entretenimento ou grande conhecimento. A maioria dos livros e textos são vagos e andam em círculos, é o “ler para emburrecer”!

Na literatura e no cinema temos o exemplo de histórias que eram contos e que foram transformadas em novelas! Começando pela adaptação dos contos de fadas pelo cinema norte-americano e acabando autores de best-sellers. Já no meio acadêmico é uma tese ou teoria que precisa ser preenchida com provas e observações, mas que o autor em sua maioria expressa mais observações do que provas tornando sua “teoria cientifica” nada mais do que produto literário pra vender e não para fazer o leitor aprender e refletir!


YouTubers: a nova classe dos enchedores de linguiça

O aumento dos Megabits (medida do número de dados, sinal) fez com que surgisse uma nova classe de YouTubers: aqueles que perdem a noção de espaço-tempo! Esses cometem o mesmo erro dos antigos autores, sem dúvida a internet é uma adaptação mais próxima ao jornal; contudo no jornal o espaço-tempo é mais limitado por motivos editoriais óbvios do que uma obra literária que não carece de ser lida em um dia, porque há outros artigos no jornal, geralmente noticias que necessitam ser lidas no mesmo dia, sem contar que nem todos os artigos são relevantes ao leitor.


Ser mais curto e grosso

Contudo em meio a tanto enchimento de linguiça, há ainda aqueles que continuam a ser curtos e grossos e fazem sucesso por isso. O que mais falta nesse mundo é altruísmo por parte dos autores em se colocar no lugar das pessoas comuns, porque elas não dispõem de tempo, e o espaço de suas vidas é ocupado por trabalho e quando chegam em casa elas preferem assistir uma série de TV que não necessita de tempo, porque o espaço de sua narrativa é curto e não necessita ser acompanhado (espaço) ou ao jornal de TV pelo mesmo motivo, embora essa razão esteja mais ligada ao fato do cansaço de um dia longo de trabalho.