segunda-feira, 20 de julho de 2015

Da importancia de um projeito de lei que altere as diretrizes de software e hardware no Brasil




Mensagem colocada na sessão Fale com o Deputado, mas por exceder os caracteres e para comprovar que realmente a enviei posto aqui.


Por Vagner Cariolato Caldas

Para: deputada Maria do Rosário (PT-RS)


Olá deputada Maria do Rosário! Pra começar votei na senhora, por sua luta contra a desigualdade social e em questões de direitos humanos. Mas além destas questões, estão problemas na área da tecnologia da informação que deixam nosso país num embaraço anti-democrático e por isso: deixam as empresas de hardware e software lucrarem horrores e enganar os consumidores.


Meu relato:


Eu como leigo no mundo da informática me deparei com um problema gigantesco quando resolvi formatar meu computador: faltava assistência técnica da loja e os drivers para eu poder eu mesmo formatá-lo.


A lei atual vigente no Brasil não dá voz ao consumidor de software e hardware. Nem sequer dá voz aos problemas que envolvem o mundo da computação! O marco civil da internet, por exemplo, só defende a integridade moral de um individuo; no passo contrário: o consumidor que tem a necessidade de um simples notebook para estudar (como eu) se vê num emaranhado de mentiras e trapaças das empresas de hardware e software e de técnicos de informática com seu típico roubo de peças.




Peço a criação, por meio da senhora, de um projeto de lei que altera a lei de software e hardware no Brasil


Começando com a parte funcional e didática (para leigos).



-> O uso de termos leigos para o público que não é expert em informática: Como um simples parecer sobre o produto que está sendo comprado. Exemplo: este produto é ideal para uso simples, não é indicado para jogos e processos que exijam muito do computador.





-> Assistência técnica da loja: o computador diferente de uma TV, não é um produto que vem pronto de fábrica. Ou seja: ele procede por meio de formatações, instalações de programas e exige um técnico de informática em cada loja em que seja vendido, pois se o usuário quiser trocar de sistema operacional tem que depender de terceiros (técnicos de informática que em sua maioria roubam peças e fazem um trabalho desqualificado). 





Foi o que me aconteceu: não tive a escolha do sistema operacional que desejava (o Ubuntu, um sistema livre) e o técnico de informática roubou as peças de meu notebook. O prejuízo foi imenso, porque me sinto um inútil desde os 15 anos lutando contra a psoríase e a depressão. Recebo um salário minimo do governo federal que mal dá pra pagar as despesas com remédios, pomadas e alimentação.





-> Cd contendo os drivers e cd contendo o sistema operacional: quando comprei meu notebook ele não veio com um cd de drivers e nem sequer um cd do sistema operacional para uma futura formatação. A empresa criadora do produto (computador fábricado pela Asus) praticamente não liga para o consumidor, do mesmo modo é a revendedora (loja) que só se preocupou em vender o produto.





-> Do problema democrático na área: a Microsoft usa de seu poder e influência pra lucrar demasiadamente com programas auxiliares como Microsoft Office e outros processos que exigem dinheiro do consumidor. Vemos um problema gigantesco: o Linux (sistema livre) não tem endosso do governo brasileiro, é visto pela maioria como um lixo gráfico!



Há uma aliança comercial entre a Microsoft e as empresas de hardware que ameaça a democracia virtual! Deixando o usuário num sistema anti-democrático. (vide: União Européia multa Microsoft em US$ 357 milhões por monopólio em: http://oglobo.globo.com/sociedade/tecnologia/uniao-europeia-multa-microsoft-em-us-357-milhoes-por-monopolio-4575126)







-> Do investimento do governo federal no projeto Linux e da ampliação de sistemas operacionais livres no Brasil: o Linux é mais seguro, é livre e o governo não investe o que deveria. Está aí o Ubuntu, mas seu uso é restrito devido problemas de compatibilidade com hardware (vide: Do problema democrático na área).





-> Da volta das máquinas de escrever então: se o governo acha um problema muito caro pros cofres públicos e acha a internet muito insegura para se guardar dados (palavras chave para busca na web: Edward Snowden e Wikileaks internet secure) então trazer de volta as máquinas de escrever que não precisam de internet, a pessoa e a empresa (pública ou privada) estão a salvo de um roubo de dados e não se precisa pagar luz que está um absurdo de cara.





Deixo aqui meu descontentamento e espero que a sua assessoria lhe informe sobre meu relato na esperança de mudarmos uma área que é vital para o país: a da tecnologia da informação.


Na esperança de uma pátria justa e democrática.




Grato pela atenção!