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segunda-feira, 13 de junho de 2016

Um Alquimista chamado Paulo Coelho e As Mil e Uma Noites

Falando em Mil e Uma Noites... Você sabia que foi um cara chamado Antoine Galland o primeiro escritor a trazer o livro à tona ao ocidente? Créditos da imagem: Wikipédia

Enfim li o tão famoso livro O Alquimista de Paulo Coelho. No segundo capitulo deu vontade de parar de ler, sinceramente; parecia que já tinha visto aquilo; mas a necessidade de tentar entender o sucesso por trás do livro, da forma de narrativa e do tipo de história o título escondia li até o fim!

Parece um conto d’As Mil e Uma Noites moderno!

Havia um burburinho na internet de que o livro é uma adaptação do conto inglês Pedlar of Swaffham e de alguns contos d’As Mil e Uma Noites. E realmente quando terminei o livro concluí que deveria ter comprado um exemplar tosco qualquer d’As Mil e Uma Noites do que O Alquimista! kkkk

Pra quem não sabe, eu até traduzi e adaptei um conto que gostei muito d’As Mil e Uma Noites chamada A História de Hassan de Basra (pelo link você pode ler aqui no blog).


Bem Mil e Uma Noites mesmo

A retórica do livro é muito semelhante ao livro O Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-Exupèry, contudo é mais profunda a narrativa. Enquanto o Pequeno Príncipe é um livro que pode ser lido por uma criança e por um adolescente; O Alquimista tende a ser lido por adultos por conta da sua narrativa, densidade e estrutura.

Só que há várias referencias a Deus, parecia que tava lendo As Mil e Uma Noites. Só faltava ele encerrar o capitulo com um “Allah é o senhor de todas as coisas e por esses olhos e essa alma em nome do grande senhor, Allah, eu juro” tão frequente, chato e enojante n’As Mil e Uma Noites.


Se puder: antes de ler O Alquimista leia As Mil e Uma Noites

Faça um favor à humanidade que nem eu. Afinal tudo começa no folclore e acaba nos best-sellers.

Você nem precisa comprar se não quiser, As Mil e Uma Noites é encontrado em versão gratuita em inglês no projeto Gutemberg e através de sites de leitura online.

Recomendo ler a versão de Sir Richard Francis Burton que é sensacional; aliás, ele foi um sensacional desbravador, tradutor, pesquisador e escritor britânico. Se eu pudesse escolher chamar Paulo Coelho ou Sir Richard Francis Burton de alquimista, sem dúvida escolheria Sir Richard Francis Burton que inclusive tem uma história hiper-ultra-super parecida com o personagem protagonista do livro de Paulo Coelho.


O livro do Paulo Coelho não é ruim não, é bom sim; muito bom e inclusive ensina muita coisa, inclusive que devemos ler um exemplar de As Mil e Uma Noites antes de acharmos um livro famoso uma grande obra literária!

segunda-feira, 23 de maio de 2016

A maioria dos seres humanos não tem noção de espaço-tempo

Relógio símbolo do tempo, a maioria das pessoas não tem tempo para ler; e na escrita um grande espaço preenchido por um grande texto ocupa um grande tempo!

“Seja curto e grosso” e “Tamanho não é documento” são dois ditados populares, dentre os muitos que existem, que expressam de que o tamanho não significa nada. Darwin corrigiu que “o mundo não era dos mais fortes, mas sim dos mais bem adaptados ao meio-ambiente”!


Afinal: o que é espaço-tempo?

A noção mais popular vem de Einstein que dizia que espaço e tempo são a mesma coisa, e se não o são pelo menos estão muito interligados. Entenda como espaço-tempo: a distância de 1 km que você andando a pé (não tão rápido, não tão devagar) demoraria meia-hora para percorrer, e uma hora para ir até uma ponta a outra! O espaço é uma coisa e a demora a percorrê-lo é o que chamamos de tempo.

Enquanto tu lê esse texto, note que ele ocupa um espaço e quanto mais tu lê, mais tempo gasta! Entendeu? Isso é espaço-tempo!


Nas obras literárias

O que mais vemos são livros em sua maioria livros com muitas páginas e com conteúdo fraco, tanto livros literários quanto acadêmicos. Boa parte da justificativa do porquê de tais livros serem demasiadamente cansativos e fracos de conteúdo seja a desinformação dos autores que o publicam (caso dos acadêmicos), o amadorismo (visto na literatura) e a falta de noção do espaço-tempo (comum em boa parte dos seres humanos).

Na literatura, por exemplo, temos um livro chamado O Pequeno Príncipe de Antoine de Saint Exupéry, autor francês, na lista dos best-sellers mundiais simplesmente não só por conta da sua história, filosofia e linguagem; mas porque é mais fácil de ler do que O Planeta dos Macacos de Pierre Boulle, também francês, e que tem igual importância literária tanto por sua história (que diferente do pequeno príncipe não é fantasia, mas ficção cientifica), filosofia (a critica ao homem) e a linguagem (mais comum).

O que difere essas duas obras, desses dois autores francês, é simples: o estilo de narrativa. Enquanto Boulle usa a narrativa anglo-saxônica, que tem mais detalhes, observações e divagações; Exupéry se rende a uma narrativa mais latina, igualmente filosófica, só que mais curta e grossa.


Nas obras acadêmicas

Já no meio acadêmico é de certa forma louvável que se tenha uma narrativa ou dissertação mais comprida para acrescentar teorias, observações, descobertas cientificas e material de diversos estudiosos para ajudar na tese levantada no livro. Contudo a falta de gravuras nos livros, gráficos e tabelas tornam pior sua leitura, isso sem contar se o livro contiver poucos capítulos.

O cientista de certa forma usa o tempo para tentar provar sua tese, contudo quanto esse tempo excede e se ele não tiver o pingo de teoria literária ele perde o leitor, sobretudo o leitor comum (que não é um cientista) já no primeiro capítulo, quando não no prefácio!


Divagações, ou melhor: enchendo linguiça e andando em círculos

Não adianta o livro ter uma história ou tese boa se o autor se render ao amadorismo (em que se esquece do espaço-tempo e que o leitor muitas vezes não disfruta de tempo para lê-lo) ou do velho hábito de querer o livro ou o texto para dar o ar de entretenimento ou grande conhecimento. A maioria dos livros e textos são vagos e andam em círculos, é o “ler para emburrecer”!

Na literatura e no cinema temos o exemplo de histórias que eram contos e que foram transformadas em novelas! Começando pela adaptação dos contos de fadas pelo cinema norte-americano e acabando autores de best-sellers. Já no meio acadêmico é uma tese ou teoria que precisa ser preenchida com provas e observações, mas que o autor em sua maioria expressa mais observações do que provas tornando sua “teoria cientifica” nada mais do que produto literário pra vender e não para fazer o leitor aprender e refletir!


YouTubers: a nova classe dos enchedores de linguiça

O aumento dos Megabits (medida do número de dados, sinal) fez com que surgisse uma nova classe de YouTubers: aqueles que perdem a noção de espaço-tempo! Esses cometem o mesmo erro dos antigos autores, sem dúvida a internet é uma adaptação mais próxima ao jornal; contudo no jornal o espaço-tempo é mais limitado por motivos editoriais óbvios do que uma obra literária que não carece de ser lida em um dia, porque há outros artigos no jornal, geralmente noticias que necessitam ser lidas no mesmo dia, sem contar que nem todos os artigos são relevantes ao leitor.


Ser mais curto e grosso

Contudo em meio a tanto enchimento de linguiça, há ainda aqueles que continuam a ser curtos e grossos e fazem sucesso por isso. O que mais falta nesse mundo é altruísmo por parte dos autores em se colocar no lugar das pessoas comuns, porque elas não dispõem de tempo, e o espaço de suas vidas é ocupado por trabalho e quando chegam em casa elas preferem assistir uma série de TV que não necessita de tempo, porque o espaço de sua narrativa é curto e não necessita ser acompanhado (espaço) ou ao jornal de TV pelo mesmo motivo, embora essa razão esteja mais ligada ao fato do cansaço de um dia longo de trabalho.


sábado, 7 de maio de 2016

Crianças, idosos, deficientes, jovens, magros, gordos e pessoas com QI baixo estão no grupo de pessoas com dificuldades físicas ou mentais

A famosa fotografia de um grupo de judeus presos recém libertados pelos russos no campo de Auschwitz durante a Alemanha Nazi. O pôs Segunda Guerra mundial abriria passagem para uma nova forma de humanismo que encerrava a idade da razão sem emoção.

É de conhecimento comum que uma criança ou um idoso tem dificuldades para aprender ou andar; pois uma criança muito nova não tem maturidade física e mental, já um idoso tem maturidade pra mais. Um ditado comum fala que “um idoso é como uma criança”!

O que a maioria das pessoas não sabem é que os jovens, pessoas com QI baixo, gordos e magros e deficientes estão todos no mesmo barco! Embora os jovens, gordos, magros e deficientes tendem a saber ler, escrever e compreender; isso não os torna adultos conscientes de suas ações.


Jovens

Embora um jovem tenha uma disposição física e mental incrível, ele é imaturo o suficiente para entender sobre suas limitações! Um jovem pode achar divertido andar de montanha russa ou dar um salto mortal na piscina, ignorando assim a probabilidade de chances de sofrer um acidente ou de ficar bêbado com facilidade, ignorando os  riscos que ficar embriagado causa a saúde e tornando suscetível a sofrer acidentes e até a morte.


Pessoas com QI baixo

Contudo um jovem que tenha grande inteligência (Consciência de Inteligência ou Quociente de Inteligência) saberá que andar de montanha russa é perigoso e opte por andar de roda gigante e que dar salto mortal na piscina possa ser substituído pela simples ação de se atirar de pernas pra baixo na piscina, evitando assim o risco de quebrar as principais partes do corpo humano (cabeça, pescoço e tórax).


Deficientes

Uma pessoa deficiente é facilmente compreendida sobre suas limitações, pois a sua deficiência é bem visível ou bem acentuada! Um jovem e uma pessoa de QI baixo dificilmente serão reconhecidos na rua por suas limitações; mas uma criança, um gordo, um magro, um deficiente e um idoso serão facilmente colocados como vulneráveis ou incapazes.


As aparências enganam!

A intenção de criar esse post era pra refletir que existem outros grupos (jovens e pessoas de QI baixo) que enfrentam problemas sociais ou físicos. Outro grupo é de pessoas com pele tipo 1 e 2 em países tropicais como o Brasil. Um ruivo ou um loiro se limitam a sair no Sol numa área tropical, o que é empecilho na vida deles!


A inconsciência histórica

A mesma inconsciência que levou Hitler a criar seu programa de super-homens (onde deficientes, magros, gordos, LGBTs, pessoas de outras raças, etnias e idosos eram assassinados) acabou quando ele perdera a guerra da mesma maneira que Napoleão Bonaparte na Rússia, perdendo para os russos que são um povo eslavo e que eram taxados por sociólogos europeus antigos e nazistas como inferiores ao europeu germânico.


O ser humano é um ser frágil fisicamente!

Hoje, todos sabemos da fragilidade física! Ninguém é feito de aço. Precisamos respirar, comer, beber, urinar e defecar. Isso sem contar outras tarefas fisiológicas latentes internamente (feito pelas células) ou externamente (sexo entre dois indivíduos).


A mania do homem ainda em acreditar na superioridade masculina sobre a mulher ou de um jovem sobre um idoso acaba na morte, quando o homem morre antes da mulher e o jovem antes do idoso simplesmente por não ter consciência (QI) sobre suas limitações.

quinta-feira, 10 de março de 2016

O patriarcado não é uma loucura criada pelas feministas! Ele é errôneo cientificamente e antiético!

Os quatro reis são as figuras humanas mais importantes no baralho espanhol, assim como nas cartas o homem detém o poder máximo na cultura humana.

Na imagem: Os quatro reis do baralho de bisca desenhado por Heraclio Fournier.


Na genética existe uma coisa chamada haplogrupos que nada mais são do que pequenos pedaços que fazem parte do cromossoma que faz parte do DNA.
Acontece que existem dois grupos de haplogrupos: o haplogrupo do cromossoma Y que é da linhagem masculina herdado de pai pra filho e o haplogrupo mt (mitocondrial) que é herdado de mãe para filha. Os meninos herdam o haplogrupo Y, já as meninas o haplogrupos mt.

Tá mas o que que isso tem a ver, porra?

Vivemos numa sociedade em que só se herda o sobrenome masculino e geneticamente as meninas não herdam o haplogrupos Y!


Tá, e o que tu sugeres?

Deveríamos viver numa sociedade em que as meninas herdariam por último o sobrenome materno ao invés do paterno, assim teríamos uma igualdade de sobrenomes. Os meninos herdariam normalmente o sobrenome paterno sempre por último.

Exemplo:

Pedro e Joana são filhos de João Pinheiro da Silva e de Maria Oliveira Ribeiro.

Então Pedro será chamado Pedro Ribeiro da Silva e Joana será Joana da Silva Ribeiro.

Ou seja: Joana levará o sobrenome das mulheres de sua família e passará ele para suas filhas e Pedro levará o sobrenome de seus ancestrais homens e passará para seus filhos.


Mas não vai dar confusão isso?

Sim, pode dar confusão; mas será ético e correto cientificamente e acabará de vez com o machismo dos sobrenomes, onde ambos irmãos de sexos diferentes herdam sempre o sobrenome masculino. Outra problemática está na mulher aderir o sobrenome do marido, ela nem sequer tem genética do marido e o conceito ético (justiça) nem existe nesse caso, já que a mulher não é propriedade do marido, mas apenas sua esposa.


O patriarcado e os sobrenomes

A história de só se herdar o sobrenome masculino surgiu da ideia de que o homem era superior a mulher e líder familiar, assim sempre as crianças herdariam o nome de seus ancestrais homens, já que a mulher era uma figura inferior no sistema de castas.

O machismo ainda predomina e sua origem está ligada a linhagem mamífera e se intensificou durante a época do homem das cavernas (onde era o homem que caçava e alimentava sua família, enquanto a mulher cuidava de seus filhos na caverna).


O conceito de sobrenome também está errado!

Já se perguntou como surgiram os sobrenomes? Os sobrenomes deveriam dizer a respeito sobre nossas raízes genéticas, mas na época em que foram criados (durante e depois da Idade Média) não havia o conhecimento genético e nem se dava atenção a isso. Em vez disso se dava atenção ao tipo de casta, família ou lugar que a pessoa tinha.

Então se havia um povo que vivia perto dum rio: todo aquele povo seria chamado de Ribeiro, se tinha um povo que vivia numa floresta então estes seriam chamados de Silva (selva, floresta em latim), se tinha um povo que cultivava de forma um tanto independente oliveiras (algo muito comum em Portugal o cultivo de oliveiras) então estes chamados de Oliveira.

Já se houvesse um povo que trabalhava para um senhorio feudal que cultivava oliveiras então esse povo seria chamado De Oliveiras. Notou o D em maiúsculo? Existe uma diferente em De Oliveiras e Oliveira.

Já no sobrenome Silva e Da Silva o problema é na escrita apenas, pois ambos remetem a ideia de alguém que veio da floresta, contudo Da Silva poderia dar a ideia de que esse povo era de lenhadores e Silva apenas camponeses que vivem de forma autônoma; mas é incerto dizer.

Os sobrenomes têm várias origens: ou falam do lugar onde o ancestral da pessoa veio (De Ávila, por exemplo, que remete a cidade espanhola de Ávila), ou do que ele fazia (profissão, por exemplo: o sobrenome Ferreira já diz que a profissão do ancestral era ferreiro) ou para qual senhorio feudal ele trabalhava (De Oliveira por exemplo).


Sobrenomes anglo-saxões já são um pouco diferentes:

Na cultura anglo-saxã já temos sobrenomes que falam das características físicas (genéticas) como White (pessoa clara), Black (pessoa de cabelos pretos, pessoas negras ainda não tinham sobrenome), Green (que pode remeter a pessoas de olhos verdes), Tallman (homem alto) e por aí vai.


O sobrenome e o patriarcado

Seja como for, quem parecia ser digno do sobrenome eram os homens; já que as mulheres ficavam no serviço doméstico, cuidando dos filhos, arrumando a casa, lavando a roupa, tirando leite da vaca, fazendo queijo, fazendo comida e cuidando do lar. Os homens é que trabalhavam por fora, era um período pós-medieval, onde a escrita já passava para mãos de burgueses e se criava as primeiras leis escritas e de acesso público.


Existe machismo mesmo?

Embora quem tenha adquirido o sobrenome foram pais de família que trabalhavam duro para manter seu lar e por isso levaram estes sobrenomes que tiveram origem geralmente na profissão que exerciam; a mulher era quem cuidava da casa, dos filhos e tinha papel importante também, mesmo assim foi marginalizada.


Marxismo cultural?

A ideia de igualdade vai além de Karl Marx. Eis um ditado antigo: “Na morte se acaba a riqueza, a desigualdade e a arrogância; pois no final todos morrem e apodrecem”.

Antes de Karl Marx surgir havia o iluminismo e antes do iluminismo outro movimento já havia: o humanismo.

Com o humanismo acabou-se o feudalismo e surgiu a burguesia, com o humanismo a escravidão humana teria seu fim, com o humanismo seria questionado o sistema de leis e viria o iluminismo.

Não dá pra negar da importância que o movimento socialista teve ao mundo: direitos trabalhistas, na conquista dos direitos das mulheres e até mesmo aos direitos LGBTs; mas o humanismo já estava aí bem antes do socialismo.
O socialismo não é apenas cultural, ele é econômico, o que já é um problema e quando vemos o homem acaba escravo do estado.

O sistema atual capitalista que temos é uma mistura de humanismo-socialista com capitalismo, já que o capitalismo nu e cru remeteria a ideia do anarquismo que nada mais é do que um feudalismo disfarçado. Aliás, o feudalismo não morreu, ele se adaptou em burguesia e burocracia. Já o socialismo nu e cru é uma escravidão coletiva de base utópica a julgar que todos são iguais, sendo que a natureza nos mostra o contrário.


Os ovo sapiens

Não estou sendo feminista, pois o feminismo é tão tosco quanto o machismo. Acontece que temos que ver o grande papel que a mulher tem na sociedade e não ignorar. Nem preciso argumentar o quanto errôneo cientificamente e socialmente é o machismo. O homem não é superior à mulher, pois se fosse nem teríamos precisado de mães, não é?


Em meio a tanta primitividade alguns machos acham que ter duas bolas pra fora é digno de nobreza e a mãe ainda continua sendo a puta que pariu.

domingo, 13 de dezembro de 2015

Que mundo é esse em que o ódio prevalece sobre o amor?

Meme a respeito da famosa frase de Cristo (amai-vos uns aos outros). Site desconhecido, autor não identificado.

 
A frase “vivemos em tempos insanos” é mais velha do que “o homem é um animal insano”, tudo porque o homo pensa que sapiens! O homem como ser pensante é relativamente novo.


O amor como instinto


O que é instinto? Instinto é um desejo (força) que faz com que espécies vivam e cresçam em harmonia. Vemos isso na natureza tão claramente e mais notavelmente nos mamíferos. Quem nunca viu documentários em que a leoa dá seu amor e força pra ver seus filhotes crescerem? Pois é!


O ser humano é um animal surreal


Quando duas leoas brigam por causa de alimento é justificável, porque nem sempre sobra força e comida o suficiente nas savanas africanas. Quando duas pessoas brigam por causa de dinheiro, sendo que ambas tem o suficiente para viver, é ganância e egoísmo e não é justificável quando se pode dividir, mas uma quer ter mais que a outra!


Nada é novidade


Guerras e divergências não são uma novidade e nem todas são justificáveis! As Cruzadas foi justificável? O problema é o quanto o homem evoluiu e como evoluiu!


Conservar o ódio


Numa das cenas do filme A Dama de Ferro, estrelado por Meryl Streep; Margaret Thatcher quando perguntada pelo médico como ela se sentia respondeu: “as pessoas não pensam mais, elas sentem”!


Thatcher era conservadora, de política de direita, e foi apelidada de Dama de Ferro não por só por ser forte e capaz, mas por lembrar um aparato usado para torturar os pagãos durante a Caça às Bruxas na Europa. A política de Thatcher, embora que levantasse a economia do Reino Unido, era extremamente dura em relação a população e milhares sofreram com a austeridade.


Ainda temos pessoas que pensam que sofrer e cumprir certa tarefa (religiosos radicais pensam assim) é melhor do sentir e aproveitar a vida (como um ateu um tanto socialista). 


Pensar é pecado!


É claro que não devemos fugir das responsabilidades, mas vivemos num mundo em que a verdade vale menos que a mentira e que pensar ainda é um pecado! Essa ideologia do pensar é pecado é fruto da filosofia de algumas religiões (sobretudo do judaísmo, cristianismo e islamismo), afinal Adão e Eva comeram o fruto do saber e a Serpente deu o saber a eles indo contra os princípios de Elohim.



Amar também é pecado!


Jesus não disse “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”?


Quando o homo que pensa que é sapiens acordar e ver que não há paraíso após a morte, que o momento é agora, que o amor é mais importante seja da maneira que for (desde que não haja desrespeito) aí sim falaremos haverá um homo sapiens.


Até lá eu me pergunto: ONDE ESTÁ O AMOR?




sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Pontes, túneis e árvores geralmente são mal assombrados

Segundo os habitantes da Ilha de Man essa ponte é assombrada por fadas e espíritos!

Jogue no Google: fairy bridge Isle of Man

Pontes

Para o folclore as pontes são lugares de bloqueios e lugares que sugam energias ou coisas ruins. O folclore europeu conta que os vampiros não podiam atravessar rios, assim como fantasmas. Uma lenda alemã, que viria dar origem ao conto de Washington Irving - Sleepy Hollow, conta de um cavaleiro sem-cabeça que assombrava os moradores de certa aldeia e que o fantasma do cavaleiro desaparecia na ponte, como se não pudesse atravessa-la. Ou será que a ponte guardava algum mistério?

Na Ilha de Man existe uma ponte onde dizem que fadas e espíritos dos mortos fazem travessuras. Detalhe: debaixo da ponte passa um rio, e segundo o folclore os rios seriam sugadores ou moradias de espíritos dos mortos!


Túneis

O túnel de Sensabaugh tem fama de ser muito mal assombrado!

Há centenas de lendas na internet envolvendo túneis, como a do túnel de Mikkabi (Japão) que conta o desespero que uma jovem brasileira descendente de japoneses passou ao atravessar o sinistro túnel.

O Japão é um lugar que realmente está cheio de histórias assombradas, mas geralmente é porque os japoneses amam histórias de terror! É um traço pitoresco da cultura japonesa o amor desesperado ao horror.
O amor é tanto que eles criam vídeos de fantasmas japoneses, procure no YouTube: japanese ghosts!

Não é só o Japão que tem tuneis mal assombrados, um dos tuneis mais mal assombrados do mundo fica nos Estados Unidos de América e chama-se túnel de Sensabaugh!

O túnel de Sensabaugh fica no estado do Tenesse e está cheio de lendas a respeito. Atualmente o túnel não é mais usado e passa um córrego por dentro dele o que torna ele mais assombrado, porque segundo o folclore a água atrai espíritos. A água doce atrai espíritos, o oposto é a água salgada que afasta os espíritos.

Segundo os espiritas a água doce atrai espíritos e os lugares frios e úmidos (debaixo de pontes e tuneis) tendem a ser moradias de almas que não aceitam que morreram e vivem durante o dia nessas regiões frias e úmidas. À noite os espíritos ruins, que vivem nesses lugares, saem porque à noite é fria e úmida o suficiente para permitir que eles vaguem a vontade.

Outro lugar que dizem os espiritas ser assombrado são os banheiros. Todo o banheiro atrai espíritos, porque ele é úmido o suficiente para atrair espíritos que vagam. Daí vem à tona outra lenda urbana: a da Bloody Mary que segundo contam havia morrido dentro dum banheiro e o ritual para invocá-la só poderia ser feito num banheiro com espelho.

Árvores

Cartaz do filme A Lenda do Cavaleiro Sem-Cabeça (Tim Burton) onde aparece a árvore de onde o cavaleiro fantasma sai.

Em vários lugares do mundo lendas de espíritos que aparecem em árvores é gigantesca. Joana D’Arc fala duma árvore que havia na França e que as pessoas colocavam fitas, porque lá às vezes apareciam fadas ou espíritos!


Outras falam de bolas de fogo (esferas de luz) que apareciam em certas árvores ou se sumiam nelas. As árvores são associadas à espíritos e dizem os espiritas que as árvores e as plantas sugam as energias mortas e tem o poder de expulsar espíritos ruins. Então já sabe, né? Se quiser sua casa limpa das energias ruins e de espíritos malignos é bom ter umas folhagens na sua casa! :)

As múmias de Tarim: as misteriosas múmias arianas!

A Bela de Xiaohe que recebeu esse nome por aparentar ser uma bela mulher quando viva e por ser ruiva! Ela é uma das centenas de múmias tocarianas encontradas na Bacia de Tarim. (Joga no Google: The Beauty of Xiaohe).
Fonte da imagem: AP Photo / Jae C. Hong

As múmias de Tarim (The Tarim Mummies pra ti jogar no Google e ter melhores resultados) é o nome dado a um conjunto de múmias encontradas na bacia do rio Tarim e que data de 2.000 anos antes de Cristo (calendário cristão é foda, né)!


Descoberta e escavação

Foi a partir do século 20 que aventureiros europeus começaram a descobrir as estranhas múmias, contudo o povo que vivia naquela região foram os primeiros a descobri-las. Foi só nos anos 90, quando o governo chinês decidiu escavar a região para construir uma barragem hidrelétrica que as múmias vieram realmente à tona, até então o governo populista chinês não havia dado atenção e nem se importado com as múmias.



As múmias arianas!

“Múmias arianas” seria um termo incorreto do aspecto antropológico, já que os arianos foi um povo muito mais antigo, embora as múmias descendessem dos arianos. Mas pra dar pra chamar a atenção dos leitores e pra estudar como eram os povos arianos, creio que não seria incoerente, embora pareça.

As múmias são dos tocarianos, um dos povos arianos que se deslocou para o Leste, enquanto os arianos que viriam dar origem aos europeus atuais se deslocaram para o Oeste (para Europa).

Os tocarianos se instalaram na região de Xinjiang na China e durante muito tempo viveram como seminômades, habitando as montanhas, os campos e os desertos dessa região.

A região de Xinjiang na China

Fonte da imagem: Aljazeera

Múmias naturais!

Diferente das múmias egípcias, essas múmias não foram mumificadas (não passaram pelo processo de mumificação criado por mãos humanas). O que fez os cadáveres virarem múmias foi o solo onde elas foram enterradas (mumificação natural – da natureza), rico em sal e o clima árido e frio do deserto de Takla Makan também fez sua parte. Sal + clima árido + frio das montanhas = conservação.

Há outras múmias que foram conservadas não pelo sal e pelo clima, mas somente por causa do clima. É o caso da múmia cita do Altai (scythian mummy pra ti pesquisar no Google).

Na América do Sul muitas múmias de ameríndios foram achadas e foram conservadas por causa do clima também.


O que é fascinante nas múmias?

As múmias refletem o passado dos europeus em si. A fascinação é entender como viviam os antigos arianos, povo que dominou parte das estepes da Rússia, Cazaquistão e Ucrânia até se deslocar para a Europa e Ásia vindo a dar origem a várias civilizações.

Estudando as múmias confirmou-se várias teorias, como de que os arianos eram um povo seminômade, mas que não eram agricultores. Eram excelentes artesãos, sua base alimentar é essencialmente de origem animal (carne, leite e queijo). Trocavam seu artesanato e derivados de animais por vegetais (grãos, cereais...) com povos agricultores.

Eram mestres na criação de gado e excelentes cavaleiros. Muito bem armados com arcos e flechas, representam bem a síntese do caçador europeu antigo.


Não cremavam os mortos como se pensava primeiramente, mas sim os enterravam. Sacrificavam pessoas de outros povos e colocavam junto com o morto (este geralmente era um nobre ou um sacerdote) e junto eram enterrados um cavalo, uma carruagem, ferramentas, objetos e comida (pão, queijo, leite...) para que o morto no outro mundo (mundo dos mortos) pudesse ter como andar bem e tivesse companhia (o coitado que foi sacrificado).


A China não foi uma terra completamente isolada

A princípio pensava-se que a China havia se desenvolvido em completo isolamento, ou seja: como civilização a China não teve interferência alguma de outros povos culturalmente.

Mas os tocarianos (um dos povos arianos) fizeram negócios com os chineses antigos e o maior deles foi a troca de informações.

A maior delas foi que os tocarianos ensinaram os chineses a domesticar o cavalo e negociaram cavalos por produtos e vegetais chineses.
Houve também uma importância no comércio na famosa Rota da Seda!


O fim de um legado

Os tocarianos conheceram seu fim quando os povos turcos, que também eram nômades, se expandiram misturando-se. Os uyghur são o povo atualmente que descendem dos tocarianos, embora não represente com totalidade a cultura e genética tocariana, ou seja: descendem, mas não são legítimos em cultura.

Os uyghur a muito protestam e querem a criação do estado Uyrguistão (East Turkestan em ingreis pra tu jogar no Guugle di novo), mas o governo chinês sufoca qualquer rebelião, por considerar a região de Xinjiang cultural, cientifica e militarmente importante!

Abaixo o link para o documentário As Misteriosas Múmias Arianas da China: