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segunda-feira, 27 de março de 2017

Quanto mais poder, menos pudor

O cristianismo ganhou a Europa e o mundo porque pregava a humildade, o humanismo e uma ordem social; coisas que o paganismo em sua totalidade não tinha.

A humildade e o humanismo são características cristãs e vemos essa representação na cultura. O mal passou a ser personificado pelo belo e rico, uma visão filosófica; porque na época de Cristo a Judéia estava sob domínio Romano e os romanos apreciavam a beleza e a riqueza acima do humanismo.

Cristo em si era pobre e os primeiros cristãos mais pobres ainda. Em Atos 17,24 fica evidenciado que "O Deus que criou o mundo e todas as coisas não habita templos".

O paganismo tinha enormes templos erigidos aos deuses e os cristãos tinham medo de perder sua humildade. Não podendo combater o cristianismo que atravessara o Mediterrâneo, o imperador Constantino o legalizou e começou a construção dos templos romanos.

Com a queda do Império Romano pelas mãos dos povos bárbaros (em sua maioria germânicos) os cristãos dos templos deram seu ouro para evitar que os templos fossem destruídos e saqueados.

No Século 16 a reforma protestante e a Caça as Bruxas terminariam com o abuso de poder que a Igreja Católica tinha em mãos. Surgia o protestantismo, o renascimento e o iluminismo.

Hoje a história se repete em versão medieval e do lado dos protestantes: Templos e pastores ricos e seu rebanho pobre.

Lembro também que Hitler perdeu da mesma maneira que Napoleão para os russos.

Quem não conhece o passado desconhece o futuro!


A história se repete infelizmente.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Drogas, sexo e rock and roll é antigo! Do paganismo as baladas de hoje em dia


Deus proteja o paganismo! Ou melhor: o que sobrou dele!

Nossas melhores festas (Carnaval, Páscoa, Festa de São João, Halloween - na Irlanda e Estados Unidos - e Natal) são todas heranças pagãs.

Recordar é saber: que de fato a Igreja Católica com o seu cristianismo colocou ordem no galinheiro que a Europa Medieval era não nos resta dúvidas, mas muita coisa boa foi perdida e só ficou o velho pão e circo romano.

Notamos que antes do advento do cristianismo os europeus pareciam conhecer mais a natureza, mais as ervas (não estou falando da maconha que dizem ser a responsável pela extinção dos citas, povo indo-europeu que habitava as margens do Mar Negro, tou brincando kkkk) e mais das próprias pessoas.


Pão e circo= bebidas e baladas

O deus grego Dionísio, o Baco dos romanos era o pai das bacanais, grandes surubas com bebidas  e jogos que quem já ouviu a música você sabe o que é bacanal? vai entender!


Com o cristianismo as festas se tornaram moderadas, quem não se lembra das quermesses?  Contudo havia a condenação do amor e do sexo e a hipocrisia rolava solta, dá pra citar uma lista bem grande de papas psicopatas! Hoje notamos que as festas pagãs voltaram com tudo por causa da forte influência africana que temos no Brasil, o Carnaval uniu o paganismo europeu ao africano.

Rita Lee explica a diferença na música Amor e Sexo


Beber pra dançar, dançar pra transar

Por que as pessoas bebem? Por que elas dançam? Escapismo, já expliquei isso aqui no blog nesse post. As pessoas saem pra se conhecerem, interagirem, beberem para dançar e dançar pra se divertir seja da forma que for. O ser humano é um animal socialista por natureza, embora a natureza imponha responsabilidade através do capitalismo (e este está 100% ligado ao cristianismo); todos nós somos seres que precisamos nos socializar, que diga Richard Matheson no livro Eu Sou A Lenda.

Falando em bebida alcoólica: nos países nórdicos e na Rússia o número de alcoólatras é gigantesco por causa do isolamento que o frio traz e por causa do próprio frio, a vodka esquenta o corpo.

Ademais todo o homem que bebe é um covarde e por ironia a única maneira de manter sóbrio nesse mundo de porre é bebendo e dançando, pois a Terra é redonda, assim como o tempo é escasso!


terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Um breve resumo e critica do conto Nas Montanhas da Loucura de H.P. Lovecraft

Diferente do conto de Lovecraft, a Antártida não tem montanhas tão altas como o autor relata. Na imagem vemos grandes bloco de gelo. O continente tem sim montanhas altas, mas nada que se compare as já conhecidas.

Os grandes autores e diretores da ficção cientifica sempre citam Howard Phillips Lovecraft como sendo o autor que os inspirou. Agora que li Nas Montanhas da Loucura, realmente vi que filmes como A Coisa (1982), Alien: O Oitavo Passageiro (1979) e até mesmo o jogo Dead Space não passam de migalhas comparados ao universo inteiro que Lovecraft a vida inteira trabalhou, tendo a fama de amador e sendo rejeitado pelo grande público em vida.

ESSE POST CONTÉM SPOILER!

Narrativa cansativa e poética

O problema das narrativas de Lovecraft é que são sempre em 1ª pessoa, daí a fama de amador que levou, porque de fato era Lovecraft que vivia aquelas aventuras e não seus personagens.

Não existem diálogos e Lovecraft faz uma narrativa um tanto poética, fica visível a influencia de Allan Poe em suas narrativas. Ele poderia ter amenizado isso colocando diálogos, notas no rodapé e sendo mais breve e conciso. Fica claro do porquê Lovecraft foi rejeitado pelo grande público: ele usava uma narrativa poética e um pouco culta demais para os padrões do grande público.

A imaginação universal

Se Lovecraft tem uma narrativa densa que talvez seja mais acessível aos poetas e apreciadores dos romances clássicos, a fantasia de seus livros conseguem ser acessíveis à todos. Quem não gosta de uma boa história de ficção cientifica?

O recomendável seria que todo o adolescente lesse Lovecraft antes de assistir esses filmecos como A Coisa e Alien, que são cópias mal-feitas e baratas do trabalho de Lovecraft. Infelizmente no Brasil o gosto pela leitura e sobretudo pelo conhecimento é visto como uma ameaça pelo governo tirânico que temos, muito associado ao socialismo.

Um conto de aventura e não de terror

Não há terror ou horror na história de Lovecraft, ele realmente tenta colocar um horror; mas no fim acaba sendo um conto de ficção cientifica e nada além disso. Nota-se que o autor se inspirou em A Viagem ao Centro da Terra de Verne, em A Guerra dos Mundos e em A Ilha do Dr Moreau, ambos de HG Wells; mas inspiração não é plágio!

A ideia de aliens viverem no subterrâneo da Terra é antiga, assim como a teoria da terra oca. A mitologia indiana, por exemplo, fala dos nagas, uma espécie estranha de seres que da cintura pra baixo tem corpo de cobra e da cintura pra cima são humanoides e que vivem no subterrâneo da Terra.

ATENÇÃO: esse é um breve e mal-feito trecho resumido feito para fazer com que você se sinta entusiasmado para ler o conto original para tirar suas próprias conclusões. A história não está completa! Se quiser saber todos os detalhes, incluindo inicio e o final da história: RECOMENDO LER O CONTO!


Atlântida de alienígenas feiosos e seu declínio

O melhor no conto é quando eles interpretam pinturas e relevos nas paredes das cavernas que contam de uma raça alienígena (chamada de Antigos) que veio dos confins do espaço-tempo e por aqui viveu antes mesmo dos dinossauros surgirem e com o tempo uma segunda espécie alien veio das estrelas e entrou em guerra com os Antigos, essa segunda espécie é a de Cthulhu, e baniu-os para os confins da Terra.

Surgiu logo depois uma terceira espécie alien, esta vinda de Plutão, e que se assemelhava ao abominável homem-das-neves. No fim os aliens Antigos conseguiram sobreviver incrivelmente e em guerra com essas duas outras espécies. Contudo o que levou ao seu declínio foi a criação de uma espécie de escravos que viria no final causar sua extinção.

Vimos essa mesma revolução social em A Ilha do Dr Moreau e muitas décadas depois do conto de Lovecraft em O Planeta dos Macacos do autor francês Pierre Boulle, possivelmente baseado na Revolução Francesa.

O notável é que Lovecraft coloca seus alienígenas como verdadeiros alienígenas mesmo, nenhum pouco bonitos ou elegantes. Ao mesmo passo que os Antigos são inteligentes e altamente telepatas, são feiosos e quase assexuados.



Um conto recomendável e necessário

O único problema do conto, como já disse, é sua narrativa. O resto é sensacional. Lovecraft lança ao mesmo tempo um questionamento sobre o uso indevido da tecnologia e a visão de que o homem não sabe de nada! Somos como ratos num planeta que mal conhecemos e a ciência é a nova religião, cheia de tabus e devaneios.

Desenho de um Antigo, um dos aliens que aparecem no conto. Diferente do alien de O Chamado de Cthulhu, esse é de uma espécie diferente e um tanto superior.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Por que nossos policiais não podem usar bermudas no verão?

Policiais noruegueses viralizaram na internet por conta de seus trajes de bicicleta.

Fonte da imagem: 
Toni Kaarttinen no Flickr

Ainda há esse pensamento medieval de que cobrir as pernas é sinal de respeito e elegância, mas num calor de 40º e num país tropical como o nosso isso vale?
Não são só os policiais que sofrem porque tem que usar calças no calor, mas diversos servidores desde públicos a privados e olha que o problema não é só brasileiro. 

No Reino Unido em ato de protesto meninos foram de saias para escola, porque bermudas não eram permitidas. O mesmo ocorreu no Rio de Janeiro quando um servidor público também proibido de usar bermuda foi de saia para o trabalho. Os dois casos ocorreram não por vaidade (eles não queriam mostrar suas pernas), mas sim por causa do calor!

Lembramos que alguns exploradores britânicos no século XX (20) adotaram bermudas por conta do calor de certas regiões como Índia e África do Sul. A imagem do caçador indiano de bermudas tem origem no traje usado pelos britânicos durante o domínio britânico na Índia do século XIX (19) e XX (20).


Fontes das imagens:

Já em países civilizados como a Noruega os policiais não só usam roupas mais curtas no verão como também adaptáveis para poderem correr, andar melhor e de bicicleta.

O “politicamente correto” foi responsável pela caça às bruxas, pelo holocausto e pelas vítimas do comunismo global. Veremos quando o islã chegar no Brasil, aí as mulheres terão que usar burca e os homens o thobe! Sim, porque o islã dá onde há ignorância e falta de justiça e o Brasil está cheio disso.


domingo, 23 de outubro de 2016

Por que o ser humano anda dormindo mais tarde? A luz, a revolução industrial, o clima e o escapismo

A marmota é um mamífero que hiberna durante o inverno. Diversas espécies de animais e não só da classe dos mamíferos, mas repteis e outros seres hibernam nas temperaturas mais baixas. Isso demonstra que o frio tem certa influência sobre o sono, contudo a maioria dos biologistas acreditam que o fator determinante dos animais hibernar seja por causa da falta de alimento durante o inverno, porém isso parece contraditório para algumas espécies como a do urso polar!

Afinal quem é que gosta de levantar cedo no frio do inverno? Ou pra quem vive em regiões mais quentes entre os trópicos: quem é que vai conseguir dormir abraçado com Satanás em plenas 9 ou 10 da noite?

Dizem que o fez o ser humano ir dormir mais tarde foi a ascensão a outros tipos de iluminação noturna que começou com os modernos lampiões até a luz elétrica.

Mas o que trouxe luz aos fatos, ou melhor a noite?


Os antigos não saíam jamais à noite; em nome de Deus, amém!

Isso é uma bobagem! Na Lua cheia que as bruxas saíam para suas festas noturnas, as raves daquela época, meu filho; os lobisomens também adoravam sair à luz da Lua cheia, e geralmente esses lobisomens eram os compadres que pegavam as comadres nos bosques; as mulheres de branco também saíam, eram as comadres que se encontravam com os compadres, ou você achou que o adultério é uma coisa atual na espécie humana?

Duendes, fadas, safadas e safados; todos aproveitavam a luz da Lua para fazer bacanais, aliás a festa bacanal provém do deus pagão romano Baco que era o senhor das festas, da diversão e da putaria sem fim.

Os adultos e jovens mais corretos e morais em comportamento (ou na ausência da Lua cheia para bacanais à noite) e pessoas velhas preferiam jogar algum jogo (bem foi aí que surgiu os jogos mais conhecidos do mundo ocidental: o baralho espanhol e pife-pafe) ou contar histórias, sobretudo as histórias sob a luz das velas e em tempos mais remotos sob a luz das fogueiras!

Quem nunca viu um filme ou leu a respeito de histórias sendo contadas por anciões ou adultos em torno de uma fogueira? Todo o folclore ocidental surgiu nessas reuniões à noite que iam, por vezes, até a meia-noite contando experiências e histórias das mais variadas.


Da vida no campo à vida urbana ao começo das federações

Contudo haviam alguns problemas em ficar contando histórias até a meia-noite naquela época em volta duma fogueira: primeiro a falta de histórias, a mesmice das mesmas histórias, a falta de lenha (é porque queimar tanta lenha poderia fazer falta no inverno) e precisam acordar cedo para poder trabalhar, porque a Lua não brilha sempre como o Sol.

A vida no campo exigia que as pessoas levantassem cedo para trabalhar, sobretudo os camponeses. Os senhores de terra ainda tinha algum luxo de ficar até mais tarde na cama, porque na época medieval as vigias à noite eram mais do que necessárias.

Com a vida urbana e a união dos reinos que viriam a formar os países a coisa melhorou, pelo menos se tratando de dormir mais tarde; porque de resto haveriam muitas guerras que agora não eram de reinos, mas de países!


Revolução industrial

Com as cidades e a burguesia foi possível a união de reinos e dos reinos a criação dos países. De fato os europeus que viviam em desordem se deram conta de que os romanos estavam certos, se é que eles sabiam quem eram os romanos! huehuehuheue

Com mais ordem na Europa foi possível um aumento de população gerando uma demanda surgiriam os modernos lampiões. A prensa tipográfica de Gutemberg, o Renascimento e o Iluminismo trariam 3 séculos depois a revolução industrial que por fim traria a tão aclamada eletricidade e por fim a lâmpada elétrica às cidades, mas levaria mais uns 7 séculos para que os camponeses que se reuniam em fogueiras pudessem usufruir da tecnologia, no Brasil 10 séculos (mil anos)!

Escapismo

Com a prensa tipográfica criada por Gutemberg as histórias contadas em volta da fogueira pelos camponeses puderam ficar em livros e ser lidas agora à luz de velas ou à luz de lamparinas e por fim à luz elétrica. O cansaço físico e mental tanto dos camponeses quanto dos senhorios de terra e burgueses aumentou algo que era relativamente pequeno no passado: dormir tarde!

Um dia cansativo de trabalho e crises familiares faziam as pessoas buscarem a companhia dos livros buscando fugir da realidade frustrante. Criava-se um sentimento antissocial que todos acreditam ser do século 21, mas que começou desde o princípio da humanidade. Também criava-se um mercado editorial e o folclore das histórias agora dava origem as histórias de ficção, nascia o romancismo.


Melhoria da vida urbana

Com o desejo de fugir da realidade, a vida urbana, a revolução industrial, os livros, a luz acessível para todos todas as noites; agora a desculpa era a melhoria da vida urbana e o clima.

O legado de atrocidade da escravidão de adultos, escravidão infantil, a revolução industrial, as duas guerras mundiais, a consciência da estupidez humana entre outros fizeram vir uma melhoria da vida urbana e isso fez com que as crianças estudassem muitas vezes à tarde e os próprios adultos mudassem os hábitos de acordar cedo que seus antepassados praticavam.
Trabalhar a noite agora era possível e o problema agora seria o clima!


Clima

Se você tem uma sociedade em ordem e tecnologia para ter luz à noite o único empecilho para ir dormir mais tarde é o clima; pois de manhã é mais frio ou mais fresco, então acordar cedo dependendo do trabalho pode ser uma opção.


Ares-condicionados

Se no passado a luz elétrica era inacessível aos pobres, hoje são os ares-condicionados. Você pode não ter desculpa para dormir tarde porque de manhã é muito frio e melhor de dormir porque hoje existem os ares-condicionados, mas a conta de luz e o preço dos ares-condicionados são quase que inacessíveis aos mais pobres no mundo.


Internet

A internet também tem sua parcela de culpa, porque conseguiu substituir em parte o livro, o jornal e a revista e agora se encaminha para substituir a televisão, o cinema, os videogames e as locadoras.

A internet também conseguiu substituir aquelas conversas em volta da fogueira, os encontros de amantes à luz do luar e inclusive o mais vital dos instintos de uma espécie: o contato direto entre semelhantes, embora que na verdade seja indireto!

Se a TV uniu a luz com o audiovisual; agora é a tela de um computador que uniu livros, revistas, jornais, revistas, vídeos à luz! O problema é que a nossa visão e nosso cérebro são sensíveis a luz. Enquanto um felino não vê problema em dormir de dia, porque enxerga à noite; nós seres humanos não temos essa opção.

A tecnologia e internet nos tornou robôs? E talvez no futuro ao invés de termos seres humanos por aqui vivendo teremos robôs biológicos como acreditava HG Wells em The Man of fhe Year Million ou Isaac Asimov em Eu Robô falando de máquinas dominando o planeta.

Seja como for, escravos nós sempre fomos, Platão nos fala da alegoria da caverna, do mito do andrógino e da lenda de Atlântida que relatam que nós seres humanos não passamos de seres limitados em toda essência ou como diria Sócrates: “tudo que sabemos é que nada sabemos”!




sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Bandeiras alternativas para a Nova Zelândia

O governo da Nova Zelândia quis mudar a bandeira do país, mas no fim desistiu, porque conservar é melhor na ideologia inglesa do que mudar. Mas caso voltarem atrás, eis dois modelos que poderiam usar sem exterminar com o “espirito anglo-saxão”:

A bandeira de linha verde

A linha verde escuro sob as duas linhas brancas representam a Nova Zelândia, uma ilha diagonal cuja flora é temperada (daí a cor verde escuro) e onde a neve se mistura com as praias (cor branca). 

No fundo a linha verde sobre as duas linhas brancas está cercada pelo azul que representa o oceano que cerca a ilha e o céu do hemisfério sul, representado pelo cruzeiro do sul. O verde também representa o espirito maori e do folclore da ilha (patupaiarehe!).

A bandeira de linha vermelha

Já nessa, é adotado a mesma cor e tipo da bandeira do Reino Unido e sendo a Nova Zelândia uma ramificação do império britânico. Um erro recorrente é colocar a cor vermelha nas estrelas como visto nas atuais bandeiras, já que as estrelas não são bem representadas. Seria o mesmo que representar os oceanos com a cor vermelha!


Em ambas as bandeiras a linha atravessada representa o país em diagonal como realmente é a Nova Zelândia.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Um Alquimista chamado Paulo Coelho e As Mil e Uma Noites

Falando em Mil e Uma Noites... Você sabia que foi um cara chamado Antoine Galland o primeiro escritor a trazer o livro à tona ao ocidente? Créditos da imagem: Wikipédia

Enfim li o tão famoso livro O Alquimista de Paulo Coelho. No segundo capitulo deu vontade de parar de ler, sinceramente; parecia que já tinha visto aquilo; mas a necessidade de tentar entender o sucesso por trás do livro, da forma de narrativa e do tipo de história o título escondia li até o fim!

Parece um conto d’As Mil e Uma Noites moderno!

Havia um burburinho na internet de que o livro é uma adaptação do conto inglês Pedlar of Swaffham e de alguns contos d’As Mil e Uma Noites. E realmente quando terminei o livro concluí que deveria ter comprado um exemplar tosco qualquer d’As Mil e Uma Noites do que O Alquimista! kkkk

Pra quem não sabe, eu até traduzi e adaptei um conto que gostei muito d’As Mil e Uma Noites chamada A História de Hassan de Basra (pelo link você pode ler aqui no blog).


Bem Mil e Uma Noites mesmo

A retórica do livro é muito semelhante ao livro O Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-Exupèry, contudo é mais profunda a narrativa. Enquanto o Pequeno Príncipe é um livro que pode ser lido por uma criança e por um adolescente; O Alquimista tende a ser lido por adultos por conta da sua narrativa, densidade e estrutura.

Só que há várias referencias a Deus, parecia que tava lendo As Mil e Uma Noites. Só faltava ele encerrar o capitulo com um “Allah é o senhor de todas as coisas e por esses olhos e essa alma em nome do grande senhor, Allah, eu juro” tão frequente, chato e enojante n’As Mil e Uma Noites.


Se puder: antes de ler O Alquimista leia As Mil e Uma Noites

Faça um favor à humanidade que nem eu. Afinal tudo começa no folclore e acaba nos best-sellers.

Você nem precisa comprar se não quiser, As Mil e Uma Noites é encontrado em versão gratuita em inglês no projeto Gutemberg e através de sites de leitura online.

Recomendo ler a versão de Sir Richard Francis Burton que é sensacional; aliás, ele foi um sensacional desbravador, tradutor, pesquisador e escritor britânico. Se eu pudesse escolher chamar Paulo Coelho ou Sir Richard Francis Burton de alquimista, sem dúvida escolheria Sir Richard Francis Burton que inclusive tem uma história hiper-ultra-super parecida com o personagem protagonista do livro de Paulo Coelho.


O livro do Paulo Coelho não é ruim não, é bom sim; muito bom e inclusive ensina muita coisa, inclusive que devemos ler um exemplar de As Mil e Uma Noites antes de acharmos um livro famoso uma grande obra literária!